Meu Amor...

Tirá-lo de minha mente é tão difícil. Diria que impossível. Já tentaram arrebentar a parede de uma represa de concreto com um soco? Só quando isso acontecer é que poderei deixar de pensar nele.
Seu sorriso domina minha mente. O gosto de seu beijo não sai de minha boca. Ainda sinto o calor de seu corpo no meu quando me lembro de seu abraço. Minha pele se arrepia ao pensar em sua voz e em seu toque.
Nos conhecemos em uma manhã ensolarada de sexta-feira, quando os pássaros cantarolavam felizes no alto das árvores e o vento brincava de acariciar minha pele. Despertara o mais cedo do que previa e aproveitei a paisagem para pensar.
Mas logo meus olhos, que outrora contemplava a vasta beleza da natureza que me rodeava, se chocaram com olhos que vagavam pela imensidão. Instintivamente sorri um riso de canto. O dono dos olhos fizera o mesmo. Seu corpo fora carregado em minha direção.
Seus lábios se contorceram em um cumprimento e suas mãos se esticaram para tocar as minhas. Por um bom tempo conversamos. Não sabia se me concentrava na conversa ou deixava-me hipnotizar por seus olhos e sorriso. O tempo fora congelado em uma foto.
Lhe perguntaram sobre o coração. Perguntaram se alguma moça o encantara e quem era ela. Sua voz se tornou doce ao falar sobre a escolhida. Seu coração havia sido enfeitiçado por uma flor. Não diria seu nome, mas se declararia até o cair da noite. Desejei sê-la.
O dia caminhou a lentos passos, como se não quisesse parir a noite. Mas a força da lua foi maior que o egoísmo do sol. Toda a majestade do satélite natural dominava o céu. E do alto da sacada eu a admirava.
- É muito linda!
Uma voz veio por trás de mim e braços me deixaram contra a grade e uma pele quente.
- Realmente a lua é espetacular! – Disse após respirar bem fundo em um tom calmo. Era estranho estar naquela circunstância.
- Desculpe, mas não estava me referindo à lua.
Fiquei muda e me virei. Seus olhos travaram nos meus e eu estava presa entre seus braços. Senti meu coração disparar. Seus lábios se contorceram em um sorriso e os meus fizeram o mesmo, porém um sorriso tímido.
Após alguns segundos com troca de olhares e sorrisos, seus braços soltaram a grade e se prenderam em minha cintura e apertaram meu corpo contra o dele em um abraço. Meu coração bateu mais forte no peito. Eu era a menina! Como estava feliz com isso.
- Esperei muito tempo para dar meu coração à alguém e o darei à você.
Minhas pernas fraquejaram. Por sorte estava presa nos braços dele. Dar a mim? Por que eu? Havia tantas meninas naquele local. Meninas lindíssimas. Verdadeira princesas. Por que dá-lo para mim? Me senti tão feliz por ter ouvido que ele me queria. Fiquei com tanto medo de ser mentira, uma brincadeira.
Me deixei levar. Era a primeira noite. Iria aproveitá-la. Mas ele me disse algo... Uma coisa que me fez pensar um pouco mais... Disse que não queria ficar comigo só por uma noite. O medo aumentou e os batimentos também... Seria realmente verdade o que aquele rapaz me disse? Tive e tenho tanto medo de me machucar. Ele muito mais, pois ficou vulnerável quando disse que estava apaixonado. Como desejo acreditar em suas palavras.
Mas até agora só tenho feito o contrário. Tento manter-me afastada de qualquer sentimento. Mas não está saindo como o planejado. Não consigo parar de pensar nele e em tudo o que falamos. Meu coração acelera quando recordo-me... É cedo demais para dizer eu te amo. Mesmo ele tendo dito eu te quero.
Queria tirá-lo de minha mente. Mas como arrancar da cabeça o que está no coração!

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